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Samstag, 11. Juni 2011

Eine Einladung für Europäer


Liebe Alumni des Europa-Kollegs,
Meine lieben Freunde,
ich möchte euch zu einer Auseinandersetzung einladen, die ein Thema betrifft, das mich sehr interessiert. Die meisten von euch wissen, dass ich Jura studiere, vielleicht aber nicht dass ich mich in der Zukunft mit EU-Recht beschäftigen möchte. Ich bin ein überzeugter Europäer und Föderalist. Ich gehöre noch zu einer Lebensart, die langsam ausstirbt: Die Lebensart, die an den sog. ,,Europäischen Traum" glaubt und ihn am Leben behalten will.

Ihr wisst alle, dass die EU eine Krise erlebt; eine Krise, die manche Alumni besonders direkt betrifft und ihr tagtägliches Leben stark beeinflusst. Portugal und Griechenland, zum Beispiel, werden jetzt harte Zeiten leiden, und es sieht so aus, dass auch Spanien zum nächsten Opfer der Märkte wird. Die Arbeitslosigkeit steigt, der Sozialstaat wird abgebaut, die Armut wachst, mehr Steuer werden gezahlt, und die Zukunft nicht nur von Ländern, sondern auch von Individuen aus diesen EU-Staaten wird zunehmend unsicher. Als Jura-Student kann ich euch sagen, dass das wahrscheinlichste ist, dass ich nach meinen Studien entweder jahrenlang warten werden muss, um hoffentlich ein Job zu bekommen, oder sofort in eine Anwaltsfirma angenommen werde, wo ich - jetzt ohne überhaupt nicht zu übertreiben - 12-14 oder 16 Stunden am Tag, 6 Tage die Woche, zumindest 2 Jahren lang als Praktikant arbeiten müssen werde, und zwar ohne Lohn. Wenn ich überhaupt das Glück habe, ein Job zu finden, in dem ich bezahlt werde, dann werde ich höchstwahrscheinlich nicht mehr als 1000€ im Monat bekommen. Wenn ich Glück habe. Denn vielen meiner (europäischen) Mitbürger sind solche tolle Möglichkeiten ausgeschlossen.

Als ob das nicht genug wäre, scheint die EU in den letzten Zeiten, ihre eigene Werte und Prinzipien zu verraten. Wir schliessen unsere Türen Kriegsflüchtlingen zu, die sonst in Lybien nach *ausdrücklichen* Befehlen eines psychopatischen Diktators wahrscheinlich vergewaltigt und vernichtet würden.
(
"Die Union lässt sich bei ihrem Handeln auf internationaler Ebene von den Grundsätzen leiten, die für ihre eigene Entstehung, Entwicklung und Erweiterung maßgebend waren und denen sie auch weltweit zu stärkerer Geltung verhelfen will: Demokratie, Rechtsstaatlichkeit, die universelle Gültigkeit und Unteilbarkeit der Menschenrechte und Grundfreiheiten, die Achtung der Menschenwürde, der Grundsatz der Gleichheit und der Grundsatz der Solidarität sowie die Achtung der Grundsätze der Charta der Vereinten Nationen und des Völkerrechts." - Artikel 21 (1) VUE)



Auch die Schengen-Zone wird betroffen und unsere Grenzen schliessen sich wieder gegenseitig, welches auch nicht ganz der EU-Idee entspricht... Misstrauen wachst unter Regierungen und Mitgliedstaaten, einige werden zum Sündenbock der wirtschaftlichen Krise; andere lügen andere Mitgliegstaaten über ihre schwache Finanzen an; andere - wie Portugal - haben unverantwortlich gehandelt, indem sie hartnäckig Monaten lang sich geweigert haben, die EU um Hilfe zu bitte
n, welches grosse wirtschaftliche Gefahren entstehen liess. (Nach dem Grundsatz der loyalen Zusammenarbeit achten und unterstützen sich die Union und die Mitgliedstaaten gegenseitig bei der Erfüllung der Aufgaben, die sich aus den Verträgen ergeben. (...) Die Mitgliedstaaten unterstützen die Union bei der Erfüllung ihrer Aufgabe und unterlassen alle Maßnahmen, die die Verwirklichung der Ziele der Union gefährden könnten. - artikel 4 (1) und (3) VUE)

In einer Zeit wie dieser kann eine Auseinandersetzung wie die, die ich euch vorschlage, oberflächlich klingen. Doch bin ich überzeugt, dass sie - vor allem JETZT - wichtig ist, genau WEIL wir in Europa wirtschaftliche und politische Schwierigkeiten leiden, die fähig sind, uns zu trennen und gegenseitiges zerstörendes Misstrauen zwischen unseren Ländern zu erzeugen.

Die Frage ist also:
Können wir von einer gemeinsamen europäischen Identität sprechen? Was verbindet uns von einem kulturellen Gesichtspunkt, anstatt uns zu trennen?

Ich wäre euch sehr dankbar, wenn ihr an dieser Debatte teilnehmen und eure Meinung dazu geben würdet. In einer Zeit, in der der EU-Begriff in Frage gestellt wird, brauchen wir zu hören, dass es noch andere gibt, die Hoffnung für die wahre Europäische Union noch behalten und glauben, es gibt mehr als Wirtschaft und Politik, das uns als Europäer zusammenbringt.

Vielen Dank!

Euer Filipe, EK 2007

Samstag, 23. April 2011

O Instituto


Ainda envolto e matinal, vestiu-se mecânica e agilmente entre a cálida Primavera dos raios que chegavam pela fresca janela. O Sol nascia... E enjoado pelo entusiasmo da insónia, cansado pela noite, mas animado pelo dia, saíra da cama e esvoaçava pela ligeira neblina até à estação.

Era o primeiro dia de uma nova etapa, ou pelo menos, assim o via. Entre o bulício do pequeno terminal entrava no comboio. Outros como ele se dirigiam hoje para a capital. Num deserto de caras conhecidas, não reconheceu ninguém e sentou-se numa cadeira sozinha ao pé da janela. Entre os carris, ruídos e fumos deixava a sua terra natal, a sua família e um conjunto de poemas bem conhecidos para dar o primeiro passo em direcção à sua independência e vida adulta.

Sem saber ao certo o que o esperava, de mãos abertas e sem qualquer tipo de expectativa boa ou má, deixava na mala o seu passado e procurava agarrar como louco fugitivo sedento de liberdade, a incerteza desse futuro que tanto temia mas pelo qual tanto ansiava. O comboio partia. Comboio do inconsciente, onde depositava todas as suas esperanças, sobretudo de encontrar algo completamente diferente e distinto dos bucólicos campos e das vastas planícies que hoje abandonava na janela da carruagem.

Já aninhado no calor da carruagem, distraído e sonolento, ignorava os conterrâneos e deixava lentamente embalar-se pelo metrónomo da velha linha... assistindo desligado às verdes planícies salpicadas de sobreiros e aldeias distantes que entre os caminhos e riachos, velhas estradas e pontes, lhe corriam pelos olhos da janela embaciada.

E neste sono acordado fluíam-lhe as águas apressadas de um inquieto e fresco riacho primaveril onde corriam todas as escolhas e eventos, todas as encruzilhadas que o tinham trazido até ao dia presente. E nas faces desses fios de água rápidos e transparentes, incisivos reflexos desse Sol que não conseguia encarar encandeavam-no, ferindo-lhe os olhos claros. Rapidamente desviava o olhar e o pensamento acordando, mas deixava novamente o sonho seguir em frente, ignorando todos os condicionamentos, medos e manias que corriam nessa cortina de água, reflexos e luz que impossibilitado de agarrar ou fixar na sua mente, agora desagoava na foz desta nova era... Pim! A carruagem engasga-se e arrancado desse fluxo, subitamente acorda. O comboio chegara.

Animado pela adrenalina do sobressalto, sai rapidamente do comboio e ignorando as multidões, atravessa a estação parecendo invisível à confusão matinal na grande cidade. Familiar às velhas ruas, deambulava até ao seu objectivo ainda perdido nos labirintos do sonho que tivera.

Mas sim, queria virar a página! Em boa verdade, nem faria sentido de outra forma. Queria acima de tudo esquecer esse passado e abraçar com esperança renovada o futuro que se aproximava inquieto, o que só era possível no gentil embalo da ingénua ignorância de si mesmo, correndo sempre para os seus longos braços depois dos breves momentos de consciência que o assolavam, esquecendo-se por completo do que fora, do que era... Sempre nessa ilusão, na esperança daquilo que virá...

E foi em passo apressado, num misto de optimismo e distracção que caminhou pelas velhas ruas do antigo regime, e lhe afloravam algumas destas emoções e pensamentos, enquanto revia mentalmente todo o jogo burocrático envolvido no misterioso processo de inscrição.

No entanto, e à medida em que resolvia mentalmente estas preocupações prácticas, por maior que fosse o esforço para esse conveniente esquecimento, o prisioneiro sedento e afogueado temia em todas as ruelas e esquinas desta nova vida, a velha polícia do passado ou a denúncia anónima de uma qualquer memória há muito esquecida.

E foi neste inquieto estado de alma que subiu a velha colina e depois a escadaria até aos ferrugentos portões do Instituto.

André Cunha

Samstag, 15. Januar 2011

Uma Portuguesa em Helsínquia


Caros amigos,
é com grande felicidade que vos anuncio que de hoje em diante o Jardim terá a participação de alguém que é muito importante para mim. A Samanta Franco, minha irmã não por sangue mas por destino, vai-nos dar os seus relatos de como é ser uma portuguesa em Helsinki. Neste momento, chamo-a a juntar-se a nós, vinda do norte gelado e branco.
Que neste Jardim encontre sempre amigos, seja sempre bem-vinda e traga ao Ars Vitae a sua mais preciosa contribuição - pois é, minhas senhoras e meus senhores, pela primeira vez, esta Casa dedicada à Arte de viver goza da presença e da colaboração de uma verdadeira artista.

Tervetuloa!

Freitag, 14. Januar 2011

Novo membro


Caros amigos, por este meio se declara que o Jardim acolhe no seu seio Hélder Santos Correia, o seu mais recente filho. Nele, teremos uma contribuição diferente e valiosa de alguém que pensa de forma bastante diferente da maioria dos tradicionais membros desta Casa. Finalmente, sem helenices nem latinices nem galicismos nem germanismos: alguém que preza, pura e simplesmente, a cultura e a tradição portuguesa e o que nelas há de melhor!
Que longa e agradável seja a sua estadia entre nós!

Charta do Ars Vitae - ou: Manifesto do Ars Vitae - II



O espírito renovado do Ars Vitae, decorridos quase três anos desde o seu nascimento, declara solenemente:

1. Que se manterão intocados nesta Casa os princípios sobre os quais se fundou:
a) o de que a Arte é um modo de vida, e gozar a vida é uma arte - e que na actividade criativa, o homem se aproxima de um deus que transfigura a realidade e ficção, assim dando vida à arte;
b) o de que a obra-prima de todos nós é o nosso carácter, e este é fruto das circunstâncias da nossa vida e de como a encaramos.
c) o de que é nossa firme crença que a especulação para além das fronteiras da realidade, a fantasia e o sonho constituem direitos inatos e inalienáveis.

2. Que reconhece que os tempos mudaram, e tal como este Jardim brotou, também floresceu e murchou em períodos distintos. E de apenas um membro, passamos hoje a sete. E de sete, é a nossa vontade passar a bastantes mais - e por isso:

3. Que a partir de hoje, serão admitidos como contribuidores do Jardim do Ars Vitae não só os que forem convidados pelo seu fundador, mas também:
a) os que os restantes membros do Ars Vitae propuserem;
b) todos aqueles que se desejarem unir a nós.
Em ambos os casos, deverão ser respeitados os valores desta Casa - fraternidade e debate são.
E em qualquer caso de designação, todo o novo membro terá direito a uma mensagem de boas vindas e de apresentação.

4. Que surgirão, também, novas formas de participação, que permitirão finalmente democratizar e diversificar os nossos conteúdos como nunca dantes.

5. Que hoje, como há 3 anos atrás, convida todos os leitores ao comentário e à discussão.

Promulgado a 14.01.2011
Publique-se.
Filipe B. B.

Dienstag, 7. Dezember 2010

Decreto-II

Caras amigas e amigos,

até terminar a duração do processo de reestruturação desta casa, e devido ao baixo nível de alguns comentários deixados por uns chauvinistas medíocres que não hesitam em usar o termo "paneleiro" pejorativamente para se diferenciarem na sua macho-alfeza, mas mesmo assim, se escondem como ratazanas no anonimato, decidi passar a sujeitar todos os comentários aos posts ao meu consentimento.

Não permito que profanem com o vosso baixo nível um projecto colectivo baseado numa ideia de fraternidade.

Atentamente,

F.

Dienstag, 16. November 2010

Decreto



Queridos amigos da irmandade Ars Vitae,
Estimadíssimos leitores que nos dão alento e alegria,
Abjectos corvos que rondam esporadicamente e com malícia este Jardim de fraternidade,

Tenho a informar que em breve vou proceder a uma reestruturação desta casa. Em termos visuais, produtivos e conteudísticos.

Decreto assim a suspensão de todos os trabalhos até ao meu regresso.

F.

Dienstag, 31. August 2010

O Regresso


Vi-te nascer com um nome que não era o teu.
Vi-te florescer e perecer no pó e a definhar numa qualquer letra incógnita, num livro escondido na biblioteca dos teus pais.
E sempre ressuscitaste. Nem sabia como. Renascias, com o mesmo nome, que não era o teu, num verso arrancado à tua existência - segregado pela tua alma envelhecida com as dores de um parto muito tardio.

Onde estás tu agora? Mostra-te; respira; respira-te! Vive de novo, porque te cheguei a compreender como ninguém e as horas que conto para o teu renascimento são horas que contam os loucos para o meu fim.

Ingrato! Volta para mim, cobarde! Por vezes oiço-te os vítreos passos apressados, escapando de mim nas sombras pensantes; vejo os teus fugitivos contornos ígneos na loucura alheia e na alegria efervescente de quem amo; cheiro a tua presença breve e frágil, ó cisne de cristal no rebentar da onda, ó gaivota de papel no rugido da tempestade!

Cavaleiro errante! Poeta prematuro! Renasce!
Dança na ponta dos meus dedos, profeta mudo de palavras vazias!
Falso Moisés de mares de tinta! Regressa a mim!
Filho bastardo do sonho e da insónia! Onde estás?

- «Assina, Mestre, e a ti volto - como o filho pródigo ao pai regressa.»

Rafael Silveira Neves

Samstag, 10. Juli 2010

«She walks in Beauty»


SHE walks in beauty, like the night
Of cloudless climes and starry skies;
And all that 's best of dark and bright
Meet in her aspect and her eyes:
Thus mellow'd to that tender light 5
Which heaven to gaudy day denies.
One shade the more, one ray the less,
Had half impair'd the nameless grace
Which waves in every raven tress,
Or softly lightens o'er her face; 10
Where thoughts serenely sweet express
How pure, how dear their dwelling-place.

And on that cheek, and o'er that brow,
So soft, so calm, yet eloquent,
The smiles that win, the tints that glow, 15
But tell of days in goodness spent,
A mind at peace with all below,
A heart whose love is innocent!


Lord Byron

Freitag, 18. Juni 2010

à propos José Saramago


Como terá sido impossível escapar à atenção de algum, morreu hoje, pelo fim da manhã, José Saramago. E deste modo, quero antecipar-me a eventuais comentários dos meus colegas bloguistas e afirmar, sem reservas, que gosto de José Saramago, e especialmente de toda a sua arrogância.

Donnerstag, 17. Juni 2010

O vencedor

Fernando Pessoa e os seus amigos imaginários ganharam a nossa sondagem sobre quem foi o melhor poeta português de todos os tempos.

Parabéns ao Nando!

Donnerstag, 10. Juni 2010

A Stoa


Caras Amigas e Amigos,

Esta noite, algo de extraordinário aconteceu.

Estava eu, à meia noite agreste, lendo lento e triste tomos vagos e curiosos de ciências ancestrais, e já quase adormecia, quando ouvi o que parecia alguém a bater-me à janela. Apenas o vento, e nada mais, pensei.

Mas o vento insistia demais para ser apenas vento. Portanto abri a janela e procurei o que fosse.

Era um Mocho - e não um corvo!... - com o elmo e a lança de Atena, que fixava em mim os seus enormes olhos, como dois poços escurecidos pela sabedoria acumulada de três mil anos.

"vem comigo" disse o Mocho. E assim foi.

Julgando-me a mim mesmo louco, por abandonar os meus vagos tomos tristes, que me consomem nas horas vagas em que não sou eu que os consumo, para sair de casa a meio da noite para perseguir um Mocho, sob uma chuva surpreendentemente fria para Junho.

Louco, seguramente.

E o Mocho levou-me para longe. Para os campos. Para um lugar ermo, sem árvores, no topo de uma colina escarpada, coroada por inexplicáveis blocos de mármore quebrados, envelhecidos, mastigados pelo Tempo e meio enterrados no solo.

Aí, iluminado pela lua silenciosa, o Mocho falou de novo.

"Água ou oliveira?"

E eu não soube que responder.

"Água ou oliveira?" insistiu o Mocho, indiferente à minha perplexidade.

O frio e a perseguição de um Mocho falante, com elmo e lança, em época de exames, pelos campos fora, a meio da noite - que excelente desculpa para procrastinação! - já me parecia uma situação tão absurda que achei que a única coisa que poderia fazer sentido era que eu desse uma resposta fundamentada.

"água todos têm." - respondi - "mas a oliveira dá fruto, alimento, e riqueza".

E o Mocho deu a sua sentença, solene e orgulhoso: "És digno". E depois voou para longe e desapareceu na noite.

De repente, a terra à minha frente começou a borbulhar. Uma oliveira nascia e crescia e envelhecia à frente dos meus olhos, apenas em alguns segundos, ganhando proporções que apenas atingiria passados milénios.
E quando terminou de crescer, notei que um dos seus ramos formava um braço com uma mão indicando algo.
O seu dedo apontava para uma lápide.

Desenterrei-a, com esforço, e limpei-a da terra e do pó que a cobriam, e tentei ler a sua inscrição com a luz da lua:

ἀναμνημονεύω

E eu soube imediatamente o que fazer. Erguer a nossa Stoa.

Sonntag, 25. April 2010

Grândola, vila morena

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Montag, 12. April 2010

1940 - 2010


Henrique Nascimento Rodrigues (1940 - 2010)

Donnerstag, 8. April 2010

Dienstag, 30. März 2010

Aniversário

Senhoras e Senhores,

O ARS VITAE relincha de alegria, rejubila efusivamente, implode de eudemonia, saracoteia-se de euforia, e celebra, maravilhado....

O vigésimo primeiro aniversário de Pedro Afonso Cosme e Silva, nosso confrade e amigo.

Da minha parte, envio-lhe um grande abraço e agradeço por já dois anos e tal de amizade leal.

XAIPE

Mittwoch, 10. Februar 2010

Um novo membro


Imperatoriam maiestatem non solum armis decoratam sed legibus opertet esse armatam - Justiniano I

Caríssimos,


é por este meio que anuncio ao mundo cruel a iniciação de Tiago Vahía Pessoa - o Pessoa - na irmandade do Ars Vitae. Os números equilibram-se: três físicos e dois juristas. Longa vida à sua nobre alma poética e republicana, à sua amável insanidade, ao seu intelecto e ao seu incomparável humor!

Que nos ilumine o nosso Jardim com muitos e variados posts. A nossa majestade imperial conjunta será armada também com o Direito!

Sonntag, 10. Januar 2010

A Minha Homenagem à Coragem e Persistência da Comunidade Gay Portuguesa

À esquerda, Sócrates e seu amante Alcibíades.

São coisas que fazem parte da nossa cultura e da nossa civilização - mas foram esquecidas e enterradas pelo machismo de hombre latino dos romanos e cristãos.

Mittwoch, 4. November 2009

Okiya


Inaugurada está depois da primeira utilização como qualquer estabelecimento deste género que se preze.

Entre máscaras, laconismos e muita maquiagem, regozijemos, o anfitrião foi respeitado.

Chá?

Freitag, 30. Oktober 2009

O Divã Islâmico



As-salaam Aleikum.


Declara-se assim inaugurada a ala islâmica do nosso Jardim. Desde o momento da criação deste blog, já se previa como necessário que viéssemos a colocar posts de poesia, filosofia e cultura árabe, turca ou persa.

Agradecimentos ao Iko por me ter inspirado a este acto inaugural pela sua generosa oferta de um livro sobre Omar Khayyam.

A cultura islâmica é rica, e os bloguistas desta casa hão-de muito conversar e discutir com deleite teses de Averróis, ensinamentos do Profeta e versos de Rumi.


Maktub.