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Samstag, 11. Juni 2011

Eine Einladung für Europäer


Liebe Alumni des Europa-Kollegs,
Meine lieben Freunde,
ich möchte euch zu einer Auseinandersetzung einladen, die ein Thema betrifft, das mich sehr interessiert. Die meisten von euch wissen, dass ich Jura studiere, vielleicht aber nicht dass ich mich in der Zukunft mit EU-Recht beschäftigen möchte. Ich bin ein überzeugter Europäer und Föderalist. Ich gehöre noch zu einer Lebensart, die langsam ausstirbt: Die Lebensart, die an den sog. ,,Europäischen Traum" glaubt und ihn am Leben behalten will.

Ihr wisst alle, dass die EU eine Krise erlebt; eine Krise, die manche Alumni besonders direkt betrifft und ihr tagtägliches Leben stark beeinflusst. Portugal und Griechenland, zum Beispiel, werden jetzt harte Zeiten leiden, und es sieht so aus, dass auch Spanien zum nächsten Opfer der Märkte wird. Die Arbeitslosigkeit steigt, der Sozialstaat wird abgebaut, die Armut wachst, mehr Steuer werden gezahlt, und die Zukunft nicht nur von Ländern, sondern auch von Individuen aus diesen EU-Staaten wird zunehmend unsicher. Als Jura-Student kann ich euch sagen, dass das wahrscheinlichste ist, dass ich nach meinen Studien entweder jahrenlang warten werden muss, um hoffentlich ein Job zu bekommen, oder sofort in eine Anwaltsfirma angenommen werde, wo ich - jetzt ohne überhaupt nicht zu übertreiben - 12-14 oder 16 Stunden am Tag, 6 Tage die Woche, zumindest 2 Jahren lang als Praktikant arbeiten müssen werde, und zwar ohne Lohn. Wenn ich überhaupt das Glück habe, ein Job zu finden, in dem ich bezahlt werde, dann werde ich höchstwahrscheinlich nicht mehr als 1000€ im Monat bekommen. Wenn ich Glück habe. Denn vielen meiner (europäischen) Mitbürger sind solche tolle Möglichkeiten ausgeschlossen.

Als ob das nicht genug wäre, scheint die EU in den letzten Zeiten, ihre eigene Werte und Prinzipien zu verraten. Wir schliessen unsere Türen Kriegsflüchtlingen zu, die sonst in Lybien nach *ausdrücklichen* Befehlen eines psychopatischen Diktators wahrscheinlich vergewaltigt und vernichtet würden.
(
"Die Union lässt sich bei ihrem Handeln auf internationaler Ebene von den Grundsätzen leiten, die für ihre eigene Entstehung, Entwicklung und Erweiterung maßgebend waren und denen sie auch weltweit zu stärkerer Geltung verhelfen will: Demokratie, Rechtsstaatlichkeit, die universelle Gültigkeit und Unteilbarkeit der Menschenrechte und Grundfreiheiten, die Achtung der Menschenwürde, der Grundsatz der Gleichheit und der Grundsatz der Solidarität sowie die Achtung der Grundsätze der Charta der Vereinten Nationen und des Völkerrechts." - Artikel 21 (1) VUE)



Auch die Schengen-Zone wird betroffen und unsere Grenzen schliessen sich wieder gegenseitig, welches auch nicht ganz der EU-Idee entspricht... Misstrauen wachst unter Regierungen und Mitgliedstaaten, einige werden zum Sündenbock der wirtschaftlichen Krise; andere lügen andere Mitgliegstaaten über ihre schwache Finanzen an; andere - wie Portugal - haben unverantwortlich gehandelt, indem sie hartnäckig Monaten lang sich geweigert haben, die EU um Hilfe zu bitte
n, welches grosse wirtschaftliche Gefahren entstehen liess. (Nach dem Grundsatz der loyalen Zusammenarbeit achten und unterstützen sich die Union und die Mitgliedstaaten gegenseitig bei der Erfüllung der Aufgaben, die sich aus den Verträgen ergeben. (...) Die Mitgliedstaaten unterstützen die Union bei der Erfüllung ihrer Aufgabe und unterlassen alle Maßnahmen, die die Verwirklichung der Ziele der Union gefährden könnten. - artikel 4 (1) und (3) VUE)

In einer Zeit wie dieser kann eine Auseinandersetzung wie die, die ich euch vorschlage, oberflächlich klingen. Doch bin ich überzeugt, dass sie - vor allem JETZT - wichtig ist, genau WEIL wir in Europa wirtschaftliche und politische Schwierigkeiten leiden, die fähig sind, uns zu trennen und gegenseitiges zerstörendes Misstrauen zwischen unseren Ländern zu erzeugen.

Die Frage ist also:
Können wir von einer gemeinsamen europäischen Identität sprechen? Was verbindet uns von einem kulturellen Gesichtspunkt, anstatt uns zu trennen?

Ich wäre euch sehr dankbar, wenn ihr an dieser Debatte teilnehmen und eure Meinung dazu geben würdet. In einer Zeit, in der der EU-Begriff in Frage gestellt wird, brauchen wir zu hören, dass es noch andere gibt, die Hoffnung für die wahre Europäische Union noch behalten und glauben, es gibt mehr als Wirtschaft und Politik, das uns als Europäer zusammenbringt.

Vielen Dank!

Euer Filipe, EK 2007

Freitag, 29. April 2011

O Hospital


José P. saiu tarde do emprego, numa noite como esta.
À porta da empresa, tropeçou num grupo de mendigos cadavéricos deitados. Através dos seus olhos transparentes via-se a putrefacção de sonhos ingénuos acumulados ao longo de vidas que se arruinaram num abrir e fechar de olhos. Pediram-lhe dinheiro, por favor, algo para comer, por bondade; mas José P. não tinha nada.
Desceu as escadas imundas e entrou na estação inundada de massas disformes de mártires anónimos. Nas caras empalidecidas via-lhes o desespero; o seu silêncio plúmbeo tresandava a medo do futuro.
Foi aí que lhe ocorreu pela primeira vez que os túneis do metro, nos dias que correm, não são senão os esgotos ocultos das sociedades decadentes. Todo o pus segregado pela injustiça flui nos canais ininterruptamente: os incontáveis cansados, explorados, desempregados, cegos, imigrantes, estudantes esquecidos sonhando com a emigração, pequenos e médios empresários falidos, estagiários sem nome nem futuro, idosas solitárias que se alimentam de pouco mais que a amargura da velhice miserável, advogados agrilhoados em torres de intermináveis processos de insolvência.
Saiu e apanhou o autocarro para a sua cidade-dormitório, o império da insónia dos desempregados e dos pequenos comerciantes - que contam em angústia os segundos que faltam para perderem o subsídio ou para dívidas invencíveis vencerem. No caminho, pensou que como a noite estava escura e o Município tem dinheiro para criar para primos e camaradas de partido empresas que nascem deficitárias e inúteis, mas não para assegurar uma iluminação suficiente nas ruas, talvez ainda fosse assaltado e devia era andar depressa para chegar a casa.
Mas depois lembrou-se que não tinha dinheiro. Nem mesmo anel de noivado, que tinha entregue com grande relutância a um daqueles homens muito honestos que se vê por aí cada vez mais, daqueles que compram o ouro a pessoas quase falidas ao preço da chuva.
José P. lembrou-se que não tinha nada na vida, nunca teve, e nunca teria; e viu que lhe era completamente indiferente se era assaltado ou não. Mesmo que fosse, não tinha vontade de voltar a ir à esquadra e rogar insistentemente a mais um chui gordo, imbecil e imprestável o favor de lhe dar os tais impressos para não-sei-quê para os preencher antes que fossem definitivamente perdidos nos abismos da Administração Pública e da Justiça portuguesas sem que ninguém se voltasse a chatear com o assalto: nem o chui indiferente e inerte, nem o ladrão que dorme descansado na segurança da sua impunidade certa, nem os funcionários públicos bafientos ausentes na sua permanente indignação por os seus privilégios deixarem de ser tabu, nem o juiz frustrado com a desorganização patológica do sistema judicial que suspira de desgosto quando tem a certeza absoluta que acabou de ouvir ratazanas a fornicar dentro de um dos muitos buracos encharcados nas paredes da sala de audiências.
Das janelas do autocarro ainda passou pela parte rica da cidade, por breves momentos. E José P. conseguiu ver altos muros armados com alarmes protegendo vivendas de intocáveis de fato e gravata, intocáveis que se alimentam de jantares de negócios, que levam os filhos para o colégio de BMW e Jipe até à idade em que estes já podem conduzir o seu próprio BMW e Jipe para a Universidade privada. Também eles vivem com medo de serem roubados, mas não do desemprego ou da pobreza: afinal, conhecem um gajo, pá, que conhece outro gajo, pá.
Chegou à casa vazia e abriu a caixa do correio.
Viu que tinha chegado mais uma remessa de cartas do banco, de velhos amigos que tinham emprestado algum dinheiro em alturas difíceis e agora pediam amavelmente o dinheiro de volta, visto estarem eles próprios a apertar tanto o cinto que em breve estariam cortados em dois. Havia também inúmeras cartas das telecomunicações, da água e do gás e da electricidade, que exigiam mais e mais e mais ainda; afinal, podiam fazê-lo impunemente, como monopolistas ou oligopolistas, longe de um mercado livre guardado por Autoridades da Concorrência activas.
José Pedro suspirou, sentiu uma dor de cabeça profunda.
Como ia pagar aquilo tudo? Era impossível, agora que tinha voltado pela última vez a casa vindo da empresa. Lembraram-lhe que aquilo que ele tinha não era bem um contrato e que podiam fazer com ele o que quisesse.

De repente, a dor ficou ainda pior. Lembrou-se que para a semana tinha de pagar os impostos. Talvez se o banco lhe pudesse emprestar dinheiro? Mas agora já não emprestam dinheiro a ninguém para nada, ao passo que antigamente emprestavam a todos para tudo. Tirou a mão do bolso e saiu o talão do supermercado. Pegou nele antes de o pôr no lixo e, subitamente, desatou a chorar descontroladamente. Chorou como uma criança abandonada. O IVA já estava a 25% e ia de certeza subir de novo. E sabia que deles não sairia nada para o subsídio de desemprego agora até arranjar outro trabalho, ou para a reforma: ia, sim, para bónus de gestores públicos na casa dos 30-40 evidentemente inaptos para mais do que ir falar de bola e para almoços da sua Juventude partidária; aquele IVA ia, sim, para as indemnizações compensatórias de empresas públicas que são nados-mortos ou mortos-vivos económicos.

José P. não aguentava mais. Todos lhe exigem tudo o que tem e os seus filhos haveriam de ter, mas ele não pode sequer pedir impressos para não-sei-quê com a mais inocente facilidade.
Atirou-se do seu 5.º andar e caiu sobre a rotunda.
Os vizinhos, em alvoroço, chamaram a ambulância para levar o pobre Sr. P. ao Hospital.
Lá veio a ambulância, passados 20 minutos, que logo arrancou e levou José P., moribundo.

A viatura parou à porta do Hospital. Os enfermeiros coçaram a cabeça quando perceberam o que se passava e tentaram acordar José P.. Explicaram-lhe que pediam muita desculpa, mas que tinha havido um mal-entendido e que o tinham levado para o Hospital do Município, ignorando que as obras da sua construção ainda nem sequer tinham terminado. E ainda por cima, acabavam de reparar que se tinham esquecido de encher o depósito com gasolina.
Agora já era tarde demais. José P. ia mesmo morrer ali. Consta que as suas últimas palavras foram:
«Mas... então isto é assim? Eu a morrer e vocês nem têm o cuidado para ver se o Hospital está a funcionar? Mas não conseguem fazer o vosso trabalho?»
Ao que o enfermeiro respondeu, como qualquer português o teria feito:
«Isso das informações é lá com a central. Não é a minha área. Mas se quiser, dou-lhe o endereço do meu superior hierárquico para enviar uma carta a queixar-se. Só não garanto que algum dia alguém a leia.»





F. B. B.

Dienstag, 1. März 2011

Does it ring the bell?



«D. Carlos (...) chamou então à chefia do governo José Dias Ferreira, "o Zarolho". (...) era um jurista famoso, lente de Coimbra e advogado de sucesso. Homem rico, graças também ao foro, foi um importante franco-maçon. Diziam-no jacobino, identificando-o com o setembrismo de esquerda. Na verdade, fora Oliveira Martins quem o empurrara para o lugar, pondo como condição, perante o Rei, a nomeação de Dias Ferreira para a chefia do Gabinete, para a sua aceitação do ministério das Finanças. O Autor de Portugal Contemporâneo apresentou um drástico programa de reformas para salvar a situação financeira: redução dos vencimentos dos funcionários públicos, aumento das contribuições industrial, predial, pessoal e sumptuária e agravamento da taxa dos rendimentos e juros de acções e obrigações. (...) Mas a situação não melhorou. Os titulares estrangeiros da dívida portuguesa pediram garantias de controlo directo de algumas receitas. Homem de carácter e inteligência superiores, Oliveira Martins enredava-se mal na política prática e dava-se pior com a intriga e a manobra, sempre necessárias nestes cargos. E não resistiu quando "o Zarolho" o curto-circuitou em matérias da sua competência. Em 28 de Maio de 1892, saiu, não muito feliz com a experiência: "emergi da cloaca ministerial" - confidenciou numa carta.»

in Jaime Nogueira Pinto, Nobre Povo, os anos da República.

Donnerstag, 17. Juni 2010

O Ídolo Pessoal


Algo que me repugna ultimamente é a forma como nós em Portugal, ao contrário do que se fez noutros países que passaram por regimes ditatoriais, branqueámos completamente aquilo que foi o Estado Novo, e esquecemos aquilo que o regime realmente foi.

Sugiro apenas que vejam, para começar, esta magnífica foto de sua Excelência, o Presidente do Conselho, o Senhor Professor Doutor António de Oliveira Salazar, no seu escritório. Alguém reconhece o senhor que está na fotografia - já agora, autografada! - sobre a secretária?

Donnerstag, 10. Juni 2010

Revisão constitucional


Proposta de alteração ao n.º 1 do artigo 33.º da Constituição da República Portuguesa:


Artigo 33.º
(Expulsão, extradição e direito de asilo)

1. Não é admitida a expulsão de cidadãos portugueses do território nacional, com excepção dos cidadãos mencionados nas alíneas seguintes:

a) S.A.R. o Duque de Bragança, Senhor Dom Duarte;
b) S.A.R. a Duquesa de Bragança, Senhora Dona Isabel;
c) S.A.R. o Príncipe da Beira, Dom Afonso Santa Maria de Bragança;
d) S.A. a Infanta Dona Maria Francisca de Bragança;
e) S.A. o Infante Dom Dinis Santa Maria de Bragança;
f) S.A. o Infante Dom Miguel de Bragança, Duque de Viseu;
g) S.A. o Infante Dom Henrique de Bragança, Duque de Coimbra.


(publicado originalmente no Moção de Censura)

Dienstag, 8. Juni 2010

E esta, hein?

Coisa boa para esfregar na cara dos nossos amigos com reservas sobre a adopção por casais homossexuais.

Sonntag, 6. Juni 2010

Hoje acordei assim (para variar)


Fazia falta uma Constituição Europeia e um artigo, deste género, baseado num preceito constitucional norte americano :

« Esta Constituição, as leis dos Estados Unidos da Europa adoptadas em sua execução e todos os tratados celebrados sob a autoridade dos Estados Unidos da Europa constituirão a Lei Suprema da União. Os Juízes de todos os Estados devem-lhes obediência, ainda que as leis de algum Estado ou a sua própria constituição disponham o contrário. »

(publicado originalmente no Moção de Censura)

Montag, 31. Mai 2010

Artigo 51.º CNU

CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS

artigo 51.º
Nada na presente Carta prejudicará o direito inerente de legítima defesa individual ou colectiva, no caso de ocorrer um ataque armado contra um membro das Nações Unidas, até que o Conselho de Segurança tenha tomado as medidas necessárias para a manutenção da paz e da segurança internacionais.
As medidas tomadas pelos membros no exercício desse direito de legítima defesa serão comunicadas imediatamente ao Conselho de Segurança e não deverão, de modo algum, atingir a autoridade e a responsabilidade que a presente Carta atribui ao Conselho para levar a efeito, a qualquer momento, a acção que julgar necessária à manutenção ou ao restabelecimento da paz e da segurança internacionais.


Anotações minhas que considero adequadas aos acontecimentos de ontem à noite:

1. O conceito de ataque armado, tal como entendido em Direito Internacional Público, implica uma ameaça séria à soberania de um Estado. Uma frota de transporte de ajuda humanitária não constitui um ataque armado.

2. A legítima defesa pressupõe que, como dito, a soberania de um Estado esteja em causa. Ora, essa soberania não está a ser defendida se as acções militares decorrerem em águas internacionais, longe de águas nacionais.

3. De todo o modo, a legítima defesa só é considerada como tal se visar a «manutenção da paz internacional» e não a manutenção de um regime baseado no uso da força por um povo sobre outro de modo a manter um território.

4. A legítima defesa só pode ser invocada se for respeitado o princípio da proporcionalidade. É indefensável que a abordagem de navios de ajuda humanitária com helicópetros, lanchas armadas, e tiros de bala que resultaram na morte de pelo menos uma dezena de civis desarmados constitua uma acção que traduza a necessidade dos meios. Há que lembrar que quem invoca a legítima defesa está já acostumado a disparar sobre pessoas desarmadas e chamar-lhe defesa de um perigo.

5. Em qualquer caso, a encarceração de um povo num determinado território pela parte de um Estado constitui um atentado aos princípios da autodeterminação dos povos, da paz, da boa fé, do respeito pela integridade territorial de Estados terceiros, e do livre acesso aos recursos naturais.

Eleições em Reykjavik

Meus caros, os tempos estão mesmo difíceis.

Em épocas de profunda crise política, assiste-se sempre à ascensão de grandes partidos... O Partido Comunista da União Soviética... O Partido Nacional-socialista... A União Nacional... de um modo mais democrático, os Lib-Dem's no Reino Unido...

E agora, o chamado "Besti Flokkurinn" - "o melhor partido" - da Islândia, que ganhou este fim-de-semana as eleições em Reykjavik! As cinzas do vulcão não parecem estar a fazer muito bem a esta gente...

por favor, vejam este link!

http://www.telegraph.co.uk/news/newsvideo/7768742/Besti-Flokkurinn-Simply-the-Best-video.html

Mittwoch, 28. April 2010

Os mais fracos que se fodam !

« As agências de rating pedem um resgate. A Europa lava daí as suas mãos. Os governantes portugueses fazem o quê? Malham na arraia-miúda. Como é que hoje Sócrates-Coelho reagiram à descida no rating? Restrições na prestações sociais e no acesso ao subsídio de desemprego.

Isto anda cheio de animais ferozes.

Como dizia Carrère, "O governo português bem pode ser comparado a uma criança a quem o medo dos açoites torna humilde, obediente, dócil, submissa e rastejante diante do mestre, e que, por sua vez, se vinga do constrangimento e das humilhações que sofre nos seres mais fracos, que, por não lhe poderem resistir, lhe fazem as vontades". Mas isso era em 1796. »

por Joana Amaral Dias
in Córtex Frontal

Sonntag, 25. April 2010

Grândola, vila morena

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Montag, 12. April 2010

1940 - 2010


Henrique Nascimento Rodrigues (1940 - 2010)

Donnerstag, 8. April 2010

Dienstag, 16. März 2010

Europa Unida (2)

Pegando no post do Filipe, devo dizer que há uma parte no discurso de Victor Hugo que me toca mais; é ela:

Original em francês:

«Un jour viendra où l'on verra ces deux groupes immenses, les États-Unis d'Amérique, les États-Unis d'Europe, placés en face l'un de l'autre, se tendant la main par-dessus les mers, échangeant leurs produits, leur commerce, leur industrie, leurs arts, leurs génies, défrichant le globe, colonisant les déserts, améliorant la création sous le regard du créateur, et combinant ensemble, pour en tirer le bien-être de tous, ces deux forces infinies, la fraternité des hommes et la puissance de Dieu!»


Tradução em inglês:

«A day will come when we shall see those two immense groups, the United States of America and the United States of Europe, facing one another, stretching out their hands across the sea, exchanging their products, their arts, their works of genius, clearing up the globe, making deserts fruitful, ameliorating creation under the eyes of the Creator, and joining together, to reap the well-being of all, these two infinite forces, the fraternity of men and the power of God.»

Europa Unida



Discurso proferido por Victor Hugo na conferência de paz de Paris de 1849, na sequência da chamada "Primavera dos Povos" de 1848, um dos mais lamentáveis e sangrentos espectáculos de nacionalismo da história europeia. No fundo, o que estava em causa era a emancipação de diferentes nações que viviam sob o jugo dos grandes impérios europeus - mas as coisas descontrolaram-se um bocadinho, e o movimento degenerou numa guerra de minorias, de massacres de civis de outras etnias e nações pelos exércitos revolucionários, seguida por intervenções militares a larga escala que geraram graves tensões entre as Grandes Potências europeias.
Na conferência de paz, Victor Hugo declara, num momento em que a Europa se vira desmembrada por querelas entre nações e entre Estados:

(lamento não ter encontrado tradução em português)


A DAY WILL COME when your arms will fall even from your hands! A day will come when war will seem as absurd and impossible between Paris and London, between Petersburg and Berlin, between Vienna and Turin, as it would be impossible and would seem absurd today between Rouen and Amiens, between Boston and Philadelphia. A day will come when you France, you Russia, you Italy, you England, you Germany, you all, nations of the continent, without losing your distinct qualities and your glorious individuality, will be merged closely within a superior unit and you will form the European brotherhood, just as Normandy, Brittany, Burgundy, Lorraine, Alsace, all our provinces are merged together in France. A day will come when the only fields of battle will be markets opening up to trade and minds opening up to ideas. A day will come when the bullets and the bombs will be replaced by votes, by the universal suffrage of the peoples, by the venerable arbitration of a great sovereign senate which will be to Europe what this parliament is to England, what this diet is to Germany, what this legislative assembly is to France. A day will come when we will display cannon in museums just as we display instruments of torture today, and are amazed that such things could ever have been possible.

Dienstag, 9. März 2010

Montag, 22. Februar 2010

Secundum natura

A homossexualidade e a Natureza. Será paradoxal dizer que a primeira ultraja a segunda; ou que a primeira é contra natura. Como pode isso ser possível se é ela, Natureza, que inspira estes homens e estas mulheres (lêde homossexuais) a tais práticas? Poderia ela ditar aquilo que a degrada? Não. Os homossexuais servem-na, assim, tão bem como nós, heterossexuais, a servimos e talvez a sirvam ainda mais santamente do que nós. A propagação é apenas, só e tão só, uma tolerância da Natureza. Como poderia ela ter preceituado um acto que a priva dos direitos da sua omnipotência? A propagação é apenas uma consequência das suas primeiras intenções. E que novas construções, refeitas pela sua mão, se a nossa espécie estivesse absolutamente destruída, se tornariam de novo em intenções primordiais cujo acto seria bem mais lisonjeador do seu orgulho e poder?

Através destes processos, a extinção total da raça humana nada mais é do que um serviço prestado à Natureza. Numa palavra, sobre todas as coisas eu parto sempre de um princípio: se a Natureza proibisse, ou se fossem contra natura, as práticas homossexuais, permitiria que quem as executa encontrasse nelas tanto prazer? Não. É impossível que ela possa tolerar o que verdadeiramente a ultraja. Sendo a destruição natural, uma das principais leis da Natureza (vede, recentemente, o Haiti ou a Madeira, aqui ao lado!), nada do que seja a extinção da humanidade por vias homossexuais pode ser considerado contra natura. Se não é contra natura, então serve-a. Como poderia alguma vez uma acção que tão bem serve a Natureza ultrajá-la?

É típico do Homem acreditar que a Natureza pereceria se a nossa maravilhosa espécie desaparecesse da face da Terra, ao passo que a destruição inteira desta espécie, dando à Natureza a faculdade criadora que ela nos cede, lhe devolveria as energias que lhe retirámos, propagando-nos. Mas que inconsequência!

Em suma, fica assim demonstrado que a propagação não é, de forma alguma, o objectivo da Natureza; resume-se a uma tolerância. Facilmente se conclui, então, que a homossexualidade NÃO é contra natura é sim secundum natura. Serve-a!

(Este escrito é baseado e adaptado, à realidade portuguesa, a partir dos ensinamentos de um grande Mestre da Ala Francesa.)

Donnerstag, 18. Februar 2010

Estudantes: tomem lá disto!

Enquanto, cá, se atiram pedras ao Primeiro-Ministro, sem ele ter sido, sequer, julgado, do outro lado da barricada, na dita Monarquia Constitucional (Reino de Espanha), o antigo Primeiro-Ministro Aznar:


Sem bigode; mas com pêlo na venta.

Freitag, 12. Februar 2010

Polvo à Lagareiro

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Ingredientes:

- Um quilo e meio de polvo.
- Uma cebola.
- Duas folhas de louro.
- Seis dentes de alho.
- Meio pimento vermelho.
- Meio pimento amarelo.
- Meio pimento verde.
- Um quilo de batatas.
- Um raminho de salsa.
- Uma colher de chá de vinagre.
- Uma pitada de sal.
- Uma pitada de pimenta preta em grão.


Modo de preparação:

Cozer o belo do polvo numa panela de pressão, juntamente com a cebola inteira, com uma das folhas de louro, com a pitada de sal e com a pitada de pimenta, durante meia horinha. Depois do polvo, de quilo e meio, estar cozido toca a retirar o molusco da panela e colocar o dito cujo numa travessa de barro; fica melhor! Posto isto é só descascar os alhos, cortar os pimentos em tiras não muito finas, juntar as batatinhas, com a pele, e todos os restantes ingredientes, à travessa. Para embelezar o quadro, pode-se polvilhá-lo com salsa. Por fim, é só regar o prato com o azeite e colocá-lo no forno durante quarenta minutinhos. Quando estiver assado, é giro salpicá-lo com o vinagre e servir. Porém, pode tornar-se este prato mais suculento e apetitoso colocando, à volta do polvo, uns pedacinhos de bacon e um cravinho, isto tudo antes de levar o polvo ao forno, logicamente.