Posts mit dem Label Música werden angezeigt. Alle Posts anzeigen
Posts mit dem Label Música werden angezeigt. Alle Posts anzeigen

Samstag, 26. März 2011

Ode à Alegria


Freude, schöner Götterfunken,
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuertrunken,
Himmlische, dein Heiligthum!
Deine Zauber binden wieder
Was der Mode Schwert geteilt;
Alle Menschen werden Brüder,
Wo dein sanfter Flügel weilt.

Friedrich Schiller



Alegria, mais belo fulgor divino,
Filha de Elíseo,
Ébrios de fogo entramos

Em teu santuário, celeste!

Teus encantos unem novamente

O que a espada sempre separou.

Todos os homens se irmanam

Onde pairarem as tuas asas suaves.


Samstag, 15. Januar 2011

Uma Portuguesa em Helsínquia


Caros amigos,
é com grande felicidade que vos anuncio que de hoje em diante o Jardim terá a participação de alguém que é muito importante para mim. A Samanta Franco, minha irmã não por sangue mas por destino, vai-nos dar os seus relatos de como é ser uma portuguesa em Helsinki. Neste momento, chamo-a a juntar-se a nós, vinda do norte gelado e branco.
Que neste Jardim encontre sempre amigos, seja sempre bem-vinda e traga ao Ars Vitae a sua mais preciosa contribuição - pois é, minhas senhoras e meus senhores, pela primeira vez, esta Casa dedicada à Arte de viver goza da presença e da colaboração de uma verdadeira artista.

Tervetuloa!

Sonntag, 25. April 2010

Grândola, vila morena

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Sonntag, 21. Februar 2010

Dienstag, 2. Februar 2010

Gaudeamus Igitur


Meus amigos,


tendo em conta a presente época de exames, decidi alegrar os que a este blog vêm dar, deixando uma canção de estudantes com 800 anos que traduz o verdadeiro espírito académico e universitário europeu. Já na Universidade de Bolonha medieval se conhecia o «Gaudeamus Igitur».

Na ilustração, vemos que, apesar de decorridos vários séculos, o comportamento dos estudantes nas aulas não mudou muito: Gente a tomar nota... gente a falar... gente a dormir...


GAUDEAMUS IGITUR

Gaudeamus igitur
Juvenes dum sumus.
Post jucundam juventutem
Post molestam senectutem
Nos habebit humus.

Ubi sunt qui ante nos
In mundo fuere?
Vadite ad superos
Transite in inferos
Hos si vis videre.

Vita nostra brevis est
Brevi finietur.
Venit mors velociter
Rapit nos atrociter
Nemini parcetur.

Vivat academia!
Vivant professores!
Vivat membrum quodlibet
Vivant membra quaelibet
Semper sint in flore.
Vivant omnes virgines
Faciles, formosae.
Vivant et mulieres
Tenerae amabiles
Bonae laboriosae.

Pereat tristitia,
Pereant osores.
Pereat diabolus,
Quivis antiburschius
Atque irrisores.


---


Alegrêmo-nos, portanto,
Enquanto somos jovens.
Depois de uma vida prazenteira,
Após uma velhice doente,
A terra nos acolherá.

Onde estão os que, antes de nós,
No mundo estiveram?
Procurem no Céu,
Mergulhem no Inferno,
Se os quiserem ver.

Nossa vida é breve,
Logo findará.
A morte vem rápida,
Arrebata-nos atrozmente
Sem ninguém poupar.

Viva a academia!
Vivam os professores!
Viva cada estudante!
Vivam todos os estudantes!
Estejam sempre no ápice!

Vivam todas as virgens,
Fáceis e formosas!
E vivam também as matronas,
Ternas e amáveis,
Boas, laboriosas.

Morra a tristeza!
Morram os odientos!
Morra o demónio,
Os que são contra os estudantes
E os que zombam de nós!

Sonntag, 24. Januar 2010

Cântico dos Cânticos - V



«Baa'tí l'ganí achotí chalaah aarití morí im-beshamí.
Aakhaletí yarí im-divshí shaateytí yeyní im-chalaaví
Ichlú reyím shtu v'sichru dodím.»


«Entro no meu jardim, com minha irmã e minha amada - colho a mirra e o bálsamo que me pertencem
Saboreio o favo com meu mel - bebo meu vinho e meu leite
Comei ó companheiros - bebei e embriagai-vos, ó muito-amados!»




(lamento não ter encontrado o texto em caracteres hebraicos, teria sido interessante. Deixo, apenas, a transcrição imperfeita que os meus imperfeitos conhecimentos da língua de Moisés me permitem fornecer-vos)

Donnerstag, 14. Januar 2010

Hallelujah

i heard there was a secret chord
that david played and it pleased the lord
but you don't really care for music, do you
well it goes like this the fourth, the fifth
the minor fall and the major lift
the baffled king composing hallelujah

hallelujah...

well your faith was strong but you needed proof
you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to her kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the hallelujah

hallelujah...

baby i've been here before
i've seen this room and i've walked this floor
i used to live alone before i knew you
i've seen your flag on the marble arch
but love is not a victory march
it's a cold and it's a broken hallelujah

hallelujah...

well there was a time when you let me know
what's really going on below
but now you never show that to me do you
but remember when i moved in you
and the holy dove was moving too
and every breath we drew was hallelujah

well, maybe there's a god above
but all i've ever learned from love
was how to shoot somebody who outdrew you
it's not a cry that you hear at night
it's not somebody who's seen the light
it's a cold and it's a broken hallelujah

hallelujah...


http://www.youtube.com/watch?v=HKnxmkOAj88

Sonntag, 8. November 2009

Where Do You Go To (My Lovely)

Where Do You Go To (My Lovely)

You talk like Marlene Dietrich
And you dance like Zizi Jeanmaire
Your clothes are all made by Balmain
And there’s diamonds and pearls in your hair, yes there are.

You live in a fancy apartment
Off the Boulevard of St. Michel
Where you keep your Rolling Stones records
And a friend of Sacha Distel, yes you do.

You go to the embassy parties
Where you talk in Russian and Greek
And the young men who move in your circles
They hang on every word you speak, yes they do.

But where do you go to my lovely
When you’re alone in your bed
Tell me the thoughts that surround you
I want to look inside your head, yes i do.

I’ve seen all your qualifications
You got from the Sorbonne
And the painting you stole from Picasso
Your loveliness goes on and on, yes it does.

When you go on your summer vacation
You go to Juan-les-Pines
With your carefully designed topless swimsuit
You get an even suntan, on your back and on your legs.

And when the snow falls you’re found in St. Moritz
With the others of the jet-set
And you sip your Napoleon Brandy
But you never get your lips wet, no you don’t.

But where do you go to my lovely
When you’re alone in your bed
would you Tell me the thoughts that surround you
I want to look inside your head, yes I do.

You’re in between 20 and 30
A very desirable age
Your body is firm and inviting
But you live on a glittering stage, yes you do, yes you do.

Your name is heard in high places
You know the Aga Khan
He sent you a racehorse for Christmas
And you keep it just for fun, for a laugh ha-ha-ha

They say that when you get married
It’ll be to a millionaire
But they don’t realize where you came from
And I wonder if they really care, or give a damn

But where do you go to my lovely
When you’re alone in your bed
Tell me the thoughts that surround you
I want to look inside your head, yes i do.

I remember the back streets of Naples
Two children begging in rags
Both touched with a burning ambition
To shake off their lowly brown tags, they try

So look into my face Marie-Claire
And remember just who you are
Then go and forget me forever
But I know you still bear
the scar, deep inside, yes you do

I know where you go to my lovely
When you’re alone in your bed
I know the thoughts that surround you
`Cause I can look inside your head.

Peter Sarstedt


De bonnes raisons

Ton feu nourri de questions
Sur le pourquoi du comment,
De mon coeur et ses raisons,
Ne trouve pas de répondant

Je ne manque pas
De bonnes raisons pour t’aimer
Je ne vois pas
Pour quelles raisons te les donner
Mes bonnes raisons pour t’aimer
Pourquoi te les donner?

Est-ce ta jolie paire de fesses,
La peur de la solitude,
Le hasard et la paresse,
Ou une mauvaise habitude?

Je ne manque pas
(Pourquoi les taire?)
De bonnes raisons pour t’aimer
Je ne vois pas
Pour quelles raisons te les donner
(De bonnes raisons pour m’aimer
Pourquoi me les donner?)

Mon petit ange
Voudrait que je chante ses louanges
Gloria
Ma sainte relique
Demande son cantique des cantiques
Alléluia

Peut-être est-ce pour ton odeur
Ta façon de t’endormir,
Peut-être aussi pour ta soeur,
Ton argent ou encore pire

Je ne manque pas
(Pourquoi les taire?)
De bonnes raisons pour t’aimer
Je ne vois pas
Pour quelles raisons te les donner
Mes bonnes raisons pour t’aimer
Pourquoi te les donner?

Alex Beaupain

Donnerstag, 5. November 2009

Homenagens Improváveis



Não presto a devida atenção a quem me a merece. Aqui fica esta homenagem acompanhada de uma pequena lenda chinesa que aprendi nas aulas de Mandarim. Foi-me dita ser a origem do mais importante feriado chinês, o Festival das Luzes Claras em que são honrados os mortos.

Forget Him

Há muito tempo, num dos reinos que viria a formar o Império do Meio, o país que actualmente conhecemos por China, existia um Rei que além da sua Rainha, tinha várias concubinas e filhos vários. Aquando da sua morte, uma concubina ciosa dos interesses do seu filho, através das teias da intriga conseguiu afastar do poder o Príncipe filho da Rainha, legítimo herdeiro ao trono.

Usurpado, o Príncipe fugiu para um exílio em terras desoladas e distantes juntamente com o seu séquito de fiéis. Durante anos vaguearam e um dia em que atravessavam terras ermas, fustigado pelo cansaço e pela fome, o Príncipe lamenta-se faminto ao seu mais fiel General.

Motivado pela necessidade do seu Senhor, o fiel General percorreu extensas distâncias procurando caça sem nada encontrar. Eis que quando o Príncipe já havia perdido a esperança que o seu fiel súbdito lhe conseguisse algum alimento, que este surge com a mais improvável das oferendas, uma refeição de carne.

Esfaimado, o Príncipe devorou a carne sem fazer perguntas até que finda, insatisfeito, pediu mais ao fiel General. Perante este pedido, o General destapa a coxa lancetada e diz calmamente, “Se o meu Príncipe quer mais carne, posso cortar mais um pouco.” Perante esta demonstração, o Príncipe rapidamente se refreou.

Anos passaram e o Príncipe e o seu séquito reuniram as forças necessárias para recuperar o poder anos antes usurpado. Assim foi, e o Príncipe regressou ao Reino como Soberano coroado em glória.

No frenesim da vitória e do regresso ao conforto após anos de sacrifício e privação, o Príncipe e o séquito que se tornou sua corte rapidamente entraram numa vida de luxo decadente e deboche no fausto do Palácio. Confrontado com esta situação, o enfermo General renegou a vida na corte e foi viver com a sua mãe como homem pobre, seguindo o estilo de vida a que se tinha habituado durante os anos do exílio.

Não satisfeito com esta situação, o agora Rei tentou conceder as maiores honras de Estado ao antigo General. Recebendo as oferendas do seu Senhor, o General agradeceu mas recusou todas as honras bem como regressar ao Palácio.

Não aceitando esta decisão por parte do seu súbdito, o Rei enviou um séquito militar para persuadir o seu querido General. Sabendo das intenções do seu Soberano, o General fugiu com a sua mãe para a Floresta na Montanha.

Ofendido com a fuga do General, o Rei enviou o exército para o ir resgatar à velha Floresta para que este aceitasse as honras oferecidas. O exército calcorreou a Floresta e encurralou o General na Montanha.

Fracassando em encontrá-lo e com a aprovação do Soberano, o exército decidiu cercar e incinerar a Floresta para que o velho General ao fugir das chamas, fosse finalmente resgatado para poder receber as honras devidas que havia recusado.

Mas enquanto a Floresta ardia, o General tardava em aparecer e quando finalmente ficou toda a Montanha coberta por nada mais do que cinzas, o General continuava desaparecido.

Inconformado, o Rei ordenou a procura dia e noite pela Montanha. Ao entrarem numa gruta, encontraram por fim o antigo General agora calcinado abraçado à sua velha mãe.

Consumido pelo remorso, o Rei declarou então três dias sem uso do fogo para honrar a memória do seu mais fiel súbdito.

Infelizmente fui certamente pouco rigoroso na reprodução da mesma mas tentei ser o mais literal possível em relação à versão que me foi instruída em respeito ao Professor Lu Yanbin. Mas se tiverem interesse podem sempre ver uma pequena variação da mesma lenda mais historicamente detalhada aqui mas na minha opinião penso que o tom que usei foi bem conseguido baseado no meu parco contacto directo com a cultura asiática.

Nota: Podem ver a imagem completa de uma gravura em panorama “Ao longo do Rio durante o Festival das Luzes Claras”, réplica datada do século XVIII do original do século XII carregando na imagem.

Mittwoch, 4. November 2009

Hitokiri



In the mellow sheets of the shredded sunset

Lies the warrior standing on his sheathed sword
There he is, eyes wide shut
Listening to her singing
Of that blade which protects him from previous raping
There he stands, supporting himself on the invisible aggression
That shattered blade he wields unknowingly on his defense
Even after sworn against it
That broken mirror that does not exist
It's all he has left to be

Before him, the crowds walk
Ignoring this old young shadow
He recognizes some faces
Remembering his unexisting life
Sorrow and regret bloom within his urge
He grabs the handle, ready to attack the peace...
Does he refrain?
Two tears are shed, only he remains...

André Cunha



Sonntag, 27. September 2009

As-tu déjà aimé

Porque é que eu me sinto tanto nestes impasses ... e tanto do lado do "bretão".....


As-tu déjà aimé
Pour la beauté du geste?

As-tu déjà croqué

La pomme à pleine dent?
Pour la saveur du fruit
Sa douceur et son zeste
T'es tu perdu souvent?

Oui j'ai déjà aimé
Pour la beauté du geste

Mais la pomme était dure.

Je m'y suis cassé les dents.

Ces passions immatures,

Ces amours indigestes

M'ont écoeuré souvent.


Les amours qui durent

Font des amants exsangues,

Et leurs baisers trop mûrs

Nous pourrissent la langue.


Les amour passagères
Ont des futiles fièvres,

Et leur baiser trop verts

Nous écorchent les lèvres.


Car a vouloir s'aimer
Pour la beauté du geste,

Le ver dans la pomme

Nous glisse entre les dents.

Il nous ronge le coeur,

Le cerveau et le reste,

Nous vide lentement.


Mais lorsqu'on ose s'aimer
Pour la beauté du geste,

Ce ver dans la pomme

Qui glisse entre les dents,

Nous embaume le coeur,

Le cerveau et nous laisse

Son parfum au dedans.


Les amours passagères
Font de futils efforts.

Leurs caresses ephémères

Nous faitguent le corps.


Les amours qui durent
Font les amants moins beaux.

Leurs caresses, à l'usure,

Ont raison de nos peaux.